quinta-feira, 21 de abril de 2011

FOTOTEMPO



Era o sol que refletia
na casa paterna
coisa eterna,
hoje fotografia.

a família na varanda
é como se o tempo
não apagasse
o ali perpétuo.

sonhos dessonhos...

a terceira geração
não conhecerá seu supra-limite,
apenas a esfinge inerte das figuras,
nossa fatal realidade
de mortos-vivos,
já que de eternidade
sequer conhecemos o instante.


Autor: Roberto de Araújo

4 Comentários:

Blogger Carmen Regina Dias disse...

Poeta!

Sintam-se seus pés beijados >


"(...)


nossa fatal realidade
de mortos-vivos,
já que de eternidade
sequer conhecemos o instante."

Acertou o peito da poeta!

21 de abril de 2011 08:18  
Blogger Carmen Regina Dias disse...

"...casa paterna, coisa eterna,
hoje fotografia."

"...como se o tempo
não apagasse
o ali perpétuo.

sonhos dessonhos..."

"...
esfinge inerte das figuras,
nossa fatal realidade.."


Vida inteira num instante, num zàs!
piscar de olhos, e o e terno abre
as cortinas do tempo. Sabedoria em forma
de poema.

21 de abril de 2011 09:24  
Blogger Jane Di Lello disse...

Poeta, carinho é o óleo que lubrifica as engrenagens da vida, edifica alicerces da casa, a fim de que, mais tarde as provas necessárias da vida possam chegar.
Lindo Blog, lindos poemas, parabéns.
Obrigada por apresentar-me.
BeiJanes em seu lindo coração de poeta.
Jane Di Lello.

21 de abril de 2011 20:35  
Blogger Brasigrega disse...

Recordações de infância...
Este é um tempo que retemos na memória, pois, infância, tem cheiro de felicidade...

21 de maio de 2011 07:38  

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