segunda-feira, 16 de maio de 2011

LAMENTO DO TEMPO PERDIDO


Vivi na penumbra,
minha voz se calou,
na fadiga do
duro cotidiano,
de horas incolores!

Compromissos desde o
dever de casa até o
trato do passarinho,
que não pode voar!

Não vivi talvez vegetei
como milhões de seres!

Nem burguesia nem boemia
não pude aproveitar tanto!

Trabalhador inquieto
desordenado desafinado
contrapondo ao que
a vida se impõe!

No derradeiro grito de guerra
surge o amor como a flor
que desaparece no ar
e cala minha voz e o
pássaro quebra suas asas!

Sem voz só resta
brindar no meu canto,
lamentos e meu coração
acometido de corrosão!

Tudo passa,
os olhos o corpo,
e como éter fica
a leve impressão
do que não vivi!

Autor: Roberto de Araújo

1 Comentários:

Blogger Leila disse...

Sempre o Amor..chega sem avisar e nos dilacera por completo ! Amigo, hj chorei..
Tive uma decepção.
Nunca vou deixar d sonhar..
Um dia terei um amor verdadeiro.

Parabéns. Seus versos emocionam.

16 de maio de 2011 16:55  

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