sábado, 31 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
PÁSSARO DE FERRO 2100
Meu tetravô contou uma história
ao meu bisavô que chegou até a mim
e eu não sei se é realidade ou ficção!
Diziam que havia um bicho
voador de todas as cores,
que se chamava pássaro e cantava...
Nessa história contavam que
existiam rios, matas, peixes!
Diziam que respiravam ao ar livre
sem aparelhos e o ar da manhã
fazia bem aos pulmões.
Existiam histórias de amor nas
praças com as cidades abertas,
haviam flores de espécies multiformes
e jardins que irradiavam perfumes!
Contavam coisas de épocas bonitas
que não sei se posso acreditar!
Os livros e computadores desapareceram
para não acumular entulhos e não concorrerem
com o ar artificial dos operadores e com
a dessanilização do mar que nos abastece
de água para saciar a nossa sede!
Diziam que podiam viver até 100 anos,
mas agora não passamos dos trinta..
Os mares tinham vida e as plantas
marinhas alimentavam os aquáticos...
Quanta imaginação tinham meus antepassados,
mas se pudesse viver esta história por alguns
instantes, daria esta em troca para apenas
respirar uma vez esse ar falado pelos anciões.....
Se pudesse queria colher flores
conhecer amores e ouvir pássaros!
Entre paredes não sou ninguém
dentro da minha roupa plastificada,
pra não morrer de infecção generalizada.
Sou sobrevivente do caos que vejo
pela janela, meu estômogo metalizado
que se alimenta de vermes esterelizados.
O passaro de ferro na parede olha
para mim e eu não sei o que lhe responder!..
Autor: Roberto de Araújo
domingo, 25 de julho de 2010
O TEMPO QUE NÃO SE CONTA

A árvore milenar desmede o tempo
acolhe os pássaros que ensina
o vôo sem culpa:
Não há passado nem futuro
Igual aos pássaros
a árvore me oferece seu manto,
e eu me redimo de todos os erros.
Àqueles que nos servem, natureza
e animais, ensinam que a razão
não é mais importante que a emoção
e nos carinhos transmitidos por
eles há uma divindade em suas missões.
Autor: texto e ilustração - Roberto de Araújo
do livro" A idade da rosa"
e animais, ensinam que a razão
não é mais importante que a emoção
e nos carinhos transmitidos por
eles há uma divindade em suas missões.
Autor: texto e ilustração - Roberto de Araújo
do livro" A idade da rosa"
sábado, 24 de julho de 2010
COMO TE VI BEM - TE - VI

Bem-te-vi das árvores
dos rios , do longe-longe
das florestas tropicais
bem te vi no passado
da mata atlântica
dos terreiros e das hortas
dos fios elétricos
dos muros e divisas
das ruas calmas da meninada
Bem-te-vi-preto
do-pico-chato
Bem-te-vi-escuro
pequeno e miúdo
Bem-te-vizinho
em toda a sua imponência
Bem te veria
nos degraus das Igrejas
das janelas intemporais
não fosse a desmedida gula
pelo ávido l'argent
de metálico minueto
seu canto
persiste em mim
Autor:Roberto de Araújo
do livro"Cavalo Lírico"
dos rios , do longe-longe
das florestas tropicais
bem te vi no passado
da mata atlântica
dos terreiros e das hortas
dos fios elétricos
dos muros e divisas
das ruas calmas da meninada
Bem-te-vi-preto
do-pico-chato
Bem-te-vi-escuro
pequeno e miúdo
Bem-te-vizinho
em toda a sua imponência
Bem te veria
nos degraus das Igrejas
das janelas intemporais
não fosse a desmedida gula
pelo ávido l'argent
de metálico minueto
seu canto
persiste em mim
Autor:Roberto de Araújo
do livro"Cavalo Lírico"
quinta-feira, 22 de julho de 2010
EU E O VASCO DA GAMA

Nasci...
e o mundo já era mundo!
Atrás de uma bola de futebol
me distingui envolto
ao manto da cruz de malta.
Pelo canal da infância:
Vasco versus Flamengo
me permitiam ser feliz.
Fui Miguel. Paulinho e Beline,
Écio, Orlando e Coronel,
Sabará, Almir, Roberto Pinto,
Valdemar e Pinga.
No campinho de terra batida:
A ficção dos sonhos reais.
Desilusões e alegrias
vivi pelo Vasco da Gama,
mas a paixão superou a tudo.
O Vasco é mais que um clube de futebol:
Monumento aos puros de coração,
um libertar de preconceitos,
bálsamo aos sedentos por carinhos.
É o caminhar sobre o tempo,
é o permanente estado de glória.
Deus lhe pague por essa
inseparável companhia,
rumo a eternidade dos
sonhos pueris guardados
no cantinho da infância colorida!
Autor: Roberto de Araújo
terça-feira, 20 de julho de 2010
A VIAGEM DE NÓS
A Cissa Guimarães
Perder um filho é nos
arrancar um pedaço!
Não há consolo nesse mundo, não há
explicação para os que ficam na saudade!
Do clarão veio a sombra que penetrou
corpo adentro como um caos sem limites...
Morremos todos nós de uma só vez!
A viagem é solitária mas o adeus é coletivo!
Fica o amargo da desesperança,
da dor, do que não se cumpriu...
Lá no fundo do nosso ser alguma coisa
nos remete a alma que vagueia em paz,
a viagem em mocidade como botões
de rosas que se esvaem ao vento.
Longe ressoa até daqui a pouco nos encontraremos!
A vida registra mais uma vez sua brevidade,
como a frágil flor ao se despetalar
anunciando um novo caminho!
Até breve meu filho!
Autor: Roberto de Araujo.
Perder um filho é nos
arrancar um pedaço!
Não há consolo nesse mundo, não há
explicação para os que ficam na saudade!
Do clarão veio a sombra que penetrou
corpo adentro como um caos sem limites...
Morremos todos nós de uma só vez!
A viagem é solitária mas o adeus é coletivo!
Fica o amargo da desesperança,
da dor, do que não se cumpriu...
Lá no fundo do nosso ser alguma coisa
nos remete a alma que vagueia em paz,
a viagem em mocidade como botões
de rosas que se esvaem ao vento.
Longe ressoa até daqui a pouco nos encontraremos!
A vida registra mais uma vez sua brevidade,
como a frágil flor ao se despetalar
anunciando um novo caminho!
Até breve meu filho!
Autor: Roberto de Araujo.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
ENCONTRO COM MARCELOD2 NA (EXPO PIUMHI 2010)

quarta-feira, 14 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
HOMENAGEM AO VELHO ADVOGADO
foi assim
não tinha hora
não tinha dia
24 horas
respirava advocacia
apesar do charuto
da fazenda
do andar
da eloqüência
irreverente
serpente
menino sem mimo
solitário
temido
amado
destemido
incompreendido
como todo advogado
porque destes são poucos
como ele mesmo dizia
folclórico
engraçado
perspicaz
isto nem precisava dizer
raposa pessedista
enganador da morte
estrategista vencedor
cedro - ferrenho
mestre na defesa
do indefeso
mágico da cartola
seu nome de pia
não se catalogava
porque nasceu para ser diferente
teve vários amores
boêmia
desilusão
mas o maior amor
a velha advocacia
Morre Dr.Luís Leite
sem morrer perpetuando-se
nos “causos” nos contos
dos fóruns da vida
ainda que a frieza da Justiça
tente ofuscar
a velha arte de advogar
Deus lhe espera
porque compreende
o que é ser advogado
Autor : Roberto de Araújo
não tinha hora
não tinha dia
24 horas
respirava advocacia
apesar do charuto
da fazenda
do andar
da eloqüência
irreverente
serpente
menino sem mimo
solitário
temido
amado
destemido
incompreendido
como todo advogado
porque destes são poucos
como ele mesmo dizia
folclórico
engraçado
perspicaz
isto nem precisava dizer
raposa pessedista
enganador da morte
estrategista vencedor
cedro - ferrenho
mestre na defesa
do indefeso
mágico da cartola
seu nome de pia
não se catalogava
porque nasceu para ser diferente
teve vários amores
boêmia
desilusão
mas o maior amor
a velha advocacia
Morre Dr.Luís Leite
sem morrer perpetuando-se
nos “causos” nos contos
dos fóruns da vida
ainda que a frieza da Justiça
tente ofuscar
a velha arte de advogar
Deus lhe espera
porque compreende
o que é ser advogado
Autor : Roberto de Araújo